terça-feira, 1 de maio de 2012

The euro zone’s rescue fund: Funny money, fuzzy maths


CHRISTINE LAGARDE, the IMF’s managing director, boasted of a “Washington moment”. At its spring meetings in the American capital this month, the fund saw its lending power almost double, thanks to the promise of $430 billion in loans from more than a score of its members. The official goal is to boost a “global firewall” against crisis. The unofficial hope is that a fatter IMF will help ease fears about the euro, by bolstering the €700 billion ($925 billion) that euro-zone economies have pledged in their own rescue funds.
Europeans often simply add the two numbers together, implying there is now a vast $1.4 trillion stash. Not so. Look behind the fat figures and you find a lot of fuzzy maths and wishful thinking—just as worsening news in Spain brings talk of that country needing a rescue (see article).
Start with the IMF. Assuming countries make good on their pledges, the money itself is real. The biggest collective contribution will come from the euro-zone countries, which have promised to lend the fund $200 billion between them. Japan is the biggest single donor, with a $60 billion pledge motivated partly by a desire not to be eclipsed by China, partly by fears about its own economic vulnerability. Big emerging economies, such as China, Russia and Brazil, agreed to chip in. Their contribution, and that of others such as Britain, will be contingent on reforms to the fund’s governance, which reduce Europe’s clout and increase that of emerging economies. (America, notably, did not contribute.)

So the big bucks will have to come from Europe’s own rescue funds. And they are scantier than they seem. Both the EFSF (the existing rescue facility) and the ESM (a new permanent fund) need to raise resources by issuing debt. The EFSF backs its bonds with guarantees from the dwindling number of AAA-rated governments; the ESM will have some paid-in capital. But both could find it hard to raise the large sums that might be required for, say, a swift bank recapitalisation in Spain.
Barring a big fight over its governance, the fund should be flusher soon. But no one wants to write a blank cheque for the rich euro zone. Canada (which itself did not contribute) called for a double lock: future IMF lending to the euro zone would need to be approved by a vote among non-European members. That probably will not happen, but the fund, at best, will be a minority contributor to future rescues.
So speculation is growing that the funds would not bother with hard cash. One idea is for Spain to have a system-wide asset-protection scheme, where the banks’ toxic assets would be insured by euro-zone guarantees. Another is for the rescue funds to issue bonds to Spain’s own bank-rescue fund, just as the EFSF gave Greek bondholders a bond instead of cash as part of that country’s debt restructuring.
 Explore our interactive guide to Europe's troubled economies
Another problem is that both the IMF and ESM are considered “preferred creditors”, which means any borrowing from them is first in line for repayment. If rescue money is sent to the Spanish government to prop up its banks, those same banks’ holdings of government bonds may be worth less. A big rescue could actually end up reducing confidence. The newly thickened firewall is less solid than it appears.


THE ECONOMIST

domingo, 29 de abril de 2012

Revista Júnior de Investigação

Copie o link (https://comunidade.ese.ipb.pt/adolesciencia/docs/revista_pdf/revista_completa_abril_12.pdf).

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Temas Internacionais: A Primavera Árabe das Nações?


Duas coisas sobressaem no Médio Oriente desde que começou a Primavera Árabe – uma que aconteceu, e outra que não aconteceu. O que aconteceu foi que pela primeira vez na história árabe moderna, regimes e governantes autoritários foram derrubados, ou seriamente desafiados, por manifestações populares e não – como no passado – através de golpes militares.
Mas o que não aconteceu poderá ser tão importante como o que aconteceu. Enquanto os ditadores associados a juntas militares foram desafiados de um dia para outro, a Primavera Árabe nunca chegou às monarquias conservadoras da região. Os governantes dinásticos de Marrocos, da Jordânia, da Arábia Saudita e dos estados do Golfo (com excepção do Bahrein) permanecem mais ou menos firmes no seu posto, embora o regime da Arábia Saudita, pelo menos, seja em muitos aspectos muito mais opressor do que foram os regimes egípcio e tunisino.

Claro que o dinheiro do petróleo ajuda a sustentar a autocracia, mas este factor está ausente em Marrocos e na Jordânia. Parece que estas monarquias gozam de uma forma de autoridade tradicional que os governantes nacionalistas seculares da região nunca tiveram. Ser descendentes do Profeta, como em Marrocos ou na Jordânia, ou possuir a custódia dos lugares santos de Meca e Medina, como na Arábia Saudita, confere uma legitimação aos governantes dos países que está directamente ligada ao Islão.

O único regime monárquico seriamente desafiado durante a Primavera Árabe foi a família governante sunita, no Bahrein de maioria xiita, tendo supostamente esta divisão sectária sido o ingrediente crucial da revolta, que acabou por ser brutalmente suprimida com a ajuda militar saudita.

No entanto, por todo o sucesso personificado pelos protestos na praça Tahrir do Cairo, derrubar uma ditadura é uma coisa – um drama que dura algumas semanas – enquanto a transição para uma democracia consolidada é outra. Aqui, é necessário um processo moroso e o seu sucesso – exemplificado nas transições pós-comunistas da Europa do Leste – depende de condições prévias importantes.

Onde existem estas condições – por exemplo, uma sociedade civil vibrante e autónoma, como na Polónia, ou uma forte tradição pré-autoritária de pluralismo, representação e tolerância, como na República Checa – a transição é relativamente suave. Quando essas condições faltam ou são fracas, como na Rússia ou na Ucrânia, o resultado é muito mais problemático.

Duma maneira simples, não podemos assumir um panorama cor-de-rosa para países como o Egipto, baseando-nos em imagens entusiasmantes na CNN ou na Al-Jazeera, ou no facto de que multidões de homens e mulheres jovens, com bons níveis de educação e que falam inglês estão ligados pelo Facebook e pelo Twitter. A grande maioria dos egípcios não estava na praça Tahrir, e muitos deles não têm acesso não apenas às redes sociais, mas também a electricidade e a água potável. A democracia e a liberdade de expressão não estão no topo da sua agenda.

A maioria silenciosa do Egipto também se identifica com a autenticidade representada por vários grupos islâmicos, enquanto os princípios de democracia e direitos civis lhes parecem abstracções ocidentais importadas. Portanto, a vitória esmagadora da Irmandade Muçulmana e do Partido Al-Nour no Egipto – bem como a da Ennahda na Tunísia – não deveria surpreender. Um cenário similar poderia acontecer na Síria, se e quando o Presidente Bashar al-Assad cair do poder, enquanto tanto a Líbia pós- Khadafi e o Iémen pós-Saleh mostram as dificuldades que estes países enfrentam na construção de um regime democrático coerente.

Olhando realisticamente para as perspectivas do Egipto, não podemos excluir a possibilidade de as duas mais importantes forças do país – os militares e a Irmandade Muçulmana – encontrarem um modo de partilhar o poder. A visão de democracia da Irmandade é puramente maioritária e não liberal: ganhar uma eleição, de acordo com os seus representantes, permitirá ao vencedor governar de acordo com a sua visão. Os direitos das minorias, o controlo institucional do poder governamental, ou os direitos humanos – os aspectos liberais da democracia – estão completamente ausentes.

Outra dimensão, mais fundamental, das mudanças actuais e futuras na região pode vir também a surgir. Muitas fronteiras internacionais no Médio Oriente e na África do Norte foram desenhadas por potências imperiais – Reino Unido, França e Itália – depois da I Guerra Mundial e da desagregação do Império Otomano (o Acordo Sykes-Picot), ou ainda mais cedo, no caso da Líbia e do Sudão. Mas em caso algum estas fronteiras correspondiam à vontade popular local, ou a fronteiras étnicas ou históricas.Por outras palavras, nenhum destes países, excepto o Egipto, fora alguma vez uma entidade política contínua. Até recentemente, os seus governantes partilhavam um interesse comum em manter bem fechada esta Caixa de Pandora das fronteiras.

Isso mudou, e vemos as fronteiras imperialmente impostas da região a ser questionadas. No Iraque, a emergência de uma região autónoma Curda de facto no norte do país pôs um fim ao estado centralizado de Saddam Hussein, controlado pelos árabes. Com a independência do Sudão do Sul, o resto do Sudão, dominado por árabes, poderá enfrentar mais divisões, sendo o Darfur o próximo a sair.

Na Líbia, o governo de transição está a enfrentar o enorme desafio de criar uma estrutura política coerente que possa unir duas províncias muito diferentes, a Cirenaica e a Tripolitânia, que apenas eram mantidas juntas pela brutalidade do regime de Khadafi. Em Bengazi, já há apelos à autonomia, se não mesmo à independência.

De modo similar, a unidade do Iémen está longe de ser assegurada. As divisões entre o sul e o norte, que já foram dois países diferentes – com histórias completamente diferentes – até à ditadura de Saleh, estão a emergir novamente.

Numa Síria pós-Assad, as fracturas étnicas e religiosas entre sunitas, alauítas, drusos, cristãos e curdos poderão também ameaçar a unidade do país. No seu estilo brutal, Assad pode ter razão quando diz que apenas o seu punho de ferro mantém o país unido. E os desenvolvimentos na Síria terão sem dúvida impacto no vizinho Líbano.

O fim das autocracias comunistas na União Soviética, na Jugoslávia e mesmo na Checoslováquia implicou uma dramática onda de criação de estados. Do mesmo modo, não nos deveríamos surpreender se a democratização do mundo árabe, por muito difícil que seja, arrastar consigo uma redefinição de fronteiras. Resta saber se esse será um processo violento ou pacífico.

Fonte: Publico

Por Shlomo Avineri

Visita de Estudo a Santillana del Mar



O Departamento de Línguas Estrangeiras da ESE/IPB está a organizar uma visita de estudo a Santillana del Mar (Santander) com o objectivo de visitar as Grutas de Altamira, cujas gravuras rupestres são conhecidas mundialmente. A visita será nos dias 8 e 9 de junho de 2012, no final da Semana Intercultural das Línguas.


Viernes, 8 de junio
8h.    Salida de la Escuela Superior de Educación
11h. Parada para descanso y almuerzo
§  Área de servicio La Veguilla, Sahagún (A 231, salida km 49)
11.30h. Continuación de viaje
14h. Llegada a Santander
Entrada en el hotel [Hospedaje Magallanes]
Comida y tiempo libre
17h. Visita a Santander
20h.
Cena + Alojamiento

Sábado, 9 de junio
Salida para Santillana del Mar
Visita a las Cuevas de Altamira
Comida y tiempo libre
15h.
Regreso a Bragança
18h.
Parada para descanso y merienda
§  Área de servicio Castillo el Burgo, Benavente (A 231, salida km 31)
18.30h. Continuación de viaje
21h Llegada a la Escuela Superior de Educación


GASTO APROXIMADO: 18 (bus) + 20 (alojamiento) + 2 (guía) = 40€ + comidas





terça-feira, 3 de abril de 2012

China Antiga -10 a 13 de Abril

Exposição, Palestras, Cinema sobre a China antiga e os 500 anos de relações luso-chinesas.

domingo, 25 de março de 2012

Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais

No próximo dia 30 de Março os alunos de Línguas para Relações Internacionais da Escola Superior de Educação de Bragança, vão participar no I Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais, em Lisboa. O objectivo deste encontro de estudantes é entender o papel das relações internacionais em contextos multiculturais e trocar conhecimentos, adquirindo assim novas competências para a vida actual.
O encontro é composto por conferências, onde serão debatidos temas internacionais actuais. Contudo a Simulação da Nato e a gravação para o Programa "Sociedade das Nações" são os pontos que suscitam mais curiosidade nos alunos de RI portugueses.
O Encontro é organizado pelo estudantes do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas de Lisboa.